A Copa do Mundo chega à sua reta decisiva. Dos 48 países que iniciaram a caminhada, restam apenas quatro seleções: França, em busca da terceira final consecutiva; Espanha, que volta a uma semifinal pela primeira vez desde o título de 2010; Inglaterra, novamente entre as quatro melhores após oito anos; e Argentina, atual campeã do mundo.
O que mais chama a atenção, porém, não é quem está na disputa pelo título, mas quem ficou pelo caminho.
Esta é apenas a terceira Copa do Mundo em que Brasil, Alemanha e Itália — os três maiores campeões da história do torneio — não colocam ao menos um representante entre os semifinalistas. Um retrato da mudança de forças no futebol mundial.
A Itália vive a crise mais profunda. Desde o tetracampeonato conquistado em 2006, foi eliminada ainda na fase de grupos em 2010 e 2014 e sequer conseguiu se classificar para as Copas de 2018, 2022 e 2026.
A Alemanha também perdeu o protagonismo após conquistar o tetra em 2014. Caiu na primeira fase em 2018 e 2022 e, nesta edição, teve sua pior campanha desde então, terminando apenas na 18ª colocação ao ser eliminada nos 16 avos de final.
O Brasil continua sendo a seleção mais vencedora da história, mas também convive com um longo jejum. Em 2030, serão 28 anos sem conquistar a Copa do Mundo. Ainda assim, entre os três gigantes, é quem apresenta o desempenho mais consistente no período: chegou às quartas de final em 2006, 2010, 2018 e 2022, foi semifinalista em 2014 e caiu nas oitavas em 2026.
O novo ciclo já começou. Os gigantes precisarão reencontrar sua identidade para voltar ao topo do futebol mundial. Enquanto isso, as novas potências deixam claro que não pretendem abrir espaço. No futebol, tradição pesa. Mas, sem renovação, nem mesmo o peso da história garante lugar entre os melhores.



